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Microsoft takes over Open Source

WTF!?


Open Source directory taken over by Microsft

Directório open source (associado à OSI) está sob um absoluto take-over da campanha MS acerca do Office Live Workspace.

Diz-me com quem andas.

Educação OpenSource: MIT OpenCourseWear

Provavelmente, aquilo que vou dizer já aqui terá sido referido. Sei que não se trata propriamente de uma novidade mas já tenho isto aqui para publicação há muito tempo: os conteúdos dos cursos do MIT estão totalmente vertidos na web.

Mit OpenCourseWare

Auto-aprendizagem

De certeza que todos encontraremos aqui, no mínimo, uma ou outra boa leitura, salvo quem sofra de preconceito extremado contra a forma americana de ensinar. Das artes ao Urbanismo, passando pela Psicologia, Economia e toda a espécie de Engenharias, são ao todo 1800 unidades disponíveis para download sob licença Creative Commons.

MIT Course Index

Esta iniciativa inspira-me a aprender algumas coisas sobre assuntos que me interessam mas nunca encontrei tempo para explorar de forma disciplinada. Ciência Política, História, Psicologia, Linguística, Literatura, assuntos que por vezes me prendem na Wikipedia durante horas a fio. Mas dou por mim a saltar de artigo em artigo, totalmente absorvido na simplicidade como o conhecimento é apresentado, mas totalmente disperso no hyper-texto: sem objectivos, sem sequências lógicas, sem closure. E, consequentemente, sem grandes resultados.

Uma lição de boas práticas

Esta iniciativa deveria também inspirar os responsáveis por instituições culturais por esse mundo fora a adoptarem um modelo mais aberto e democrático. É também uma grande lição de como tirar proveito da rede e, em última análise, uma avassaladora demonstração de qualidade em gestão documental: estruturação e apresentação dos cursos, regras, documentos, media, bibliografias, papers, readings, assignments, avaliação, etc… tudo uniformizado para apenas 1800 “cadeiras” e inclusivé, em muitos casos, os conteúdos estão disponíveis em versão portuguesa, espanhola e chinesa.

Não sei como vai o ensino universitário em Portugal, mas há 15 anos atrás os “textos de apoio” das cadeiras eram umas sebentas ridículas, compilações de fotocópias reprografadas e encadernadas pela AE. Talvez o ensino tenha melhorado mas isso não se reflecte ainda na web.

Conhecem casos de Universidades Portuguesas cujos sites mereça ser minimamente explorado?

Excelente artigo sobre música 2.0

No blog remixtures, um excelente artigo acerca dos desafios da música a curto/médio prazo (enquanto indústria)

As falácias da crise de migração para PHP6

Nos últimos tempos, os artigos alarmistas acerca da próxima versão do PHP multiplicam-se pelos blogs como memes em tardes de inércia generalizada. (oops…)

A tónica assenta invariavelmente numa suposta crise de migração. O cenário é muitas vezes colocado como apocalíptico, qual y2k bug, que vai deixar milhões de sites sem funcionar, developers em sarilhos, empresas de alojamento em encruzilhadas e, no w.c.s. vai provocar uma debandada geral de programadores que deixarão o PHP despido do seu maior capital, a maior comunidade mundial de web-develop… err… web-program… err.. web-mast…. err… enfim, pessoas.

PHP6 é polémico!? Por favor…

PHP 6, já agora aproveitem para mudar o logo!Basta dar uma olhada pelos resultados da pesquisa “PHP6″ no Google. Para variar das language flame-wars agora temos uma migration flame-war dentro da própria comunidade.

Para não variar, existe muita falta de esclarecimento. É isto a que os developers do python se referem quando dizem que a comunidade PHP tem uma má relação sinal/ruído. Mas primeiro vou desmontar o argumento mais falacioso das opiniões mais catastróficas.

Retro-compatibilidade = mudança lenta

Uma mudança de versão implica mudanças. Duh! E ninguém se atreve a colocar em causa que as mudanças são para melhor. O que está em causa é a retro-compatibilidade com características que estão diagnosticadas há quase 10 anos como pecados originais do PHP.

O PHP5 saiu há séculos (4 anos!) e ainda existem milhões de sites alojados em PHP4, com register_globals e magic_quotes, um legado do PHP3 que deveria ter sido eliminado antes do “famoso” 3.23. mas que na verdade ainda pode ser usado no 5.

A recompensa para esta política populista de manter hordas de fiés proprietários do PhpBB (v1) a funcionar “sem problemas” é dada pelos próprios. São eles que se preocupam com as notícias de que o register_globals vai desaparecer porque na verdade terão que migrar do 3 para o 6.

Além de mais de nada adiantou manter a retro-compatibilidade com o PHP4. Não só o se 5 manteve poluído com uma infinita quantidade de hacks herdados do 4, como existem ainda pessoas a utilizar as ingénuas funcionalidades do 3.

E em toda a verdade, nem sequer há razão para alarme. Ou seja…

O hosting e as versões paralelas

Há um ano atrás vi-me forçado a escrever mails para conseguir um hosting PHP5 em Portugal por um preço razoável! Relembro que o 5 saiu há quase 4 anos e que apesar do suporte que a própria comunidade continua a dar à migração para o 5, muito continua por fazer. Mesmo sabendo-se que o PHP4 foi descontinuado no final de 2007, a oferta de alojamento em PHP4 continua aí, a vender-se que nem ginjas.

Portanto sosseguem. A questão não está na linguagem mas sim nos alojamentos. Irá acontecer com o PHP6 o mesmo que aconteceu com o PHP5. E com o MySQL5.1 e as transacções e o INNODB e a integridade referencial… Que continuam a ser uma miragem, ou mesmo um mistério, para muitas pessoas.

As empresas de alojamento, com dezenas ou centenas de máquinas, disponibilizarão serviços com o 6 ao lado das existentes com o 5. E entretanto mantêm o 4 até não haver mais clientes que justifiquem manter o último dinossauro a sugar corrente do bastidor.

Para não falar das que ainda nem sequer descobriram o 5. Hey guys, how about this?.

Quanto aos “utilizadores”, apesar dos quatro piscas, cinco cintos e três retrovisores serem hoje utilitários que o bom-senso não dispensa, quem não tiver disponibilidade para trocar o velho Fiat127 por um Uno pode sempre invocar que o primeiro é um clássico e assim evitar umas multas.

Mas não os condeno de todo, são utilizadores e não developers. Não podem é ser voz activa no que ao futuro do PHP diz respeito. Além do mais recomendo vivamente que questionem se circulam em segurança e se gastar 11 litros aos 100 realmente compensa.

Mas afinal o que significa migrar para o PHP6?

Chutando a bola para a frente, gostava acima de tudo de esclarecer o seguinte: aparentemente muitos dos posts que circulam na net desde o início de 2008 baseiam-se numa wishlist de Rasmus Lerdorf publicada aqui em 2005… Afinal foi o próprio que utilizou, com alguma infelicidade, a palavra “controversial”.

Mas ninguém deveria pronunciar-se sobre o assunto antes de ler a minuta da reunião dos core developers tida alguns meses mais tarde em Paris. E já agora, porque não consultar o wiki de desenvolvimento do próprio PHP e olhar para a lista TODO PHP6 e, consoante a orientação, ficar preocupado ou aliviado por haver ainda tantas questões em aberto.

E as questões já fechadas, o que implicam?… Desculpem, mas não vou de todo publicar um YAP6MMG (yet another php6 migration mini guide) quando existem artigos como este disponíveis.

Desilusão

Afinal a montanha pariu um rato. Isso sim é polémico! A migração é banalíssima (excepto para os que migram directo do PHP3) e no que toca a verdadeiras novidades deixa muito a desejar.

Deixou de lado alguns pedidos interessantes, como adicionar suporte para type hinted class properties, delegates, o construto try {} finally {} e object casting to primitive types, advogando que “isto não é o PHP way” ou “viola o princípio KISS do PHP” ou “existe uma função para esse efeito” ou simplesmente “não queremos fazer isto”. Por outro lado introduz novos hacks que por si só davam matéria para muitos artigos.

Eu continuarei a aplicar a regra de ouro que me tem posto a salvo de úlceras e complicações nervosas: take it as it comes. Afinal o PHP é open-source. E gratuito. E os alojamentos são mesmo muito baratos.







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