Um “momento de verdade”, tocante e inspirador.

Na última semana ouvi várias pessoas falar acerca da passagem de Alvin Toffler por Lisboa e acerca do seu discurso inspirador.

Mas será?

Acabei de ver uma entrevista de Mário Crespo a Alvin Toffler. É muito bonito, ver estes dois senhores a conversar. O mais bonito mesmo é por volta dos 2:40, a gargalhada babada do Mário Crespo depois do Toffler o bajular.

Mas desculpem, além desse momento sórdido, não encontro nada de inspirador. A tecnologia evoluiu muito para lá do que vemos hoje? A humanidade está a entrar numa nova era? Em breve teremos implantes biomecânicos? Os países perderam poder relativo para outras forças internacionais como as corporações? O futuro avizinha-se caótico.

Duh! O que há de inspirador numa figura cinzenta que se promove como o envangelista dos futuros óbvios, desnecessários e inevitáveis?

Esqueçam tudo isso. É fácil: sigam para este momento verdadeiramente inspirador, com um homem dos nossos dias:

Henry Rollins, em Israel, sobre a guerra.

Shalom. Good Night.

2 Responses to “Um “momento de verdade”, tocante e inspirador.”


  1. 1 carlos afonso

    Olá andré

    Os Toffler, podem já não ser grande fonte de inspiração, mas há 20, 30 anos produziam muita coisa interessante que li com grande atenção (tinha os meus 15 ou 16 anos quando comecei a ler uns livrinhos deles, admito que era para emitar o meu irmão mais velho).

    O que eles diziam não era assim tão importante mas o que me faziam pensar era muito mais importante.

    Mas todos temos o nosso tempo e parece que o deles já terá passado como inspiradores.

  2. 2 André Torgal

    Olá Carlos

    Eu também li algumas coisas, mas um pouco mais tarde. O hype da terceira vaga ainda era intenso até porque se estava a concretizar com a chegada da Internet.

    Hoje em dia, não se justifica. Mesmo que venham falar de quarta vaga, creio que a sociedade já devia ter aprendido com o erro e devia entusiasmar-se menos com essas futuras transformações sociais (que algumas continuam a chamar erradamente de “revoluções”) e desviar menos os olhos das consequências das “vagas” passadas.

Leave a Reply







Close
E-mail It
ok